A Gestão Ambiental é a administração do exercício de atividades econômicas e sociais de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, renováveis ou não. A gestão ambiental deve visar o uso de práticas que garantam a conservação e preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. Fazem parte também do arcabouço de conhecimentos associados à gestão ambiental técnicas para a recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos para a exploração sustentável de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas.
A prática da gestão ambiental introduz a variável ambiental no planejamento empresarial, e quando bem aplicada, permite a redução de custos diretos - pela diminuição do desperdício de matérias-primas e de recursos cada vez mais escassos e mais dispendiosos, como água e energia - e de custos indiretos - representados por sanções e indenizações relacionadas a danos ao meio ambiente ou à saúde de funcionários e da população de comunidades que tenham proximidade geográfica com as unidades de produção da empresa. Um exemplo prático de políticas para a inserção da gestão ambiental em empresas tem sido a criação de leis que obrigam a prática da responsabilidade pós-consumo.
À medida que a sociedade vai se conscientizando da necessidade de se preservar o meio ambiente, a opinião pública começa a pressionar o meio empresarial a buscar meios de desenvolver suas atividades econômicas de maneira mais racional. O próprio mercado consumidor passa a selecionar os produtos que consome em função da responsabilidade social das empresas que os produzem. Desta forma, surgiram várias certificações, tais como as da família ISO14000, que atestam que uma determinada empresa executa suas atividades com base nos preceitos da gestão ambiental.
Em paralelo, o aumento da procura pelas empresas de profissionais especializados em técnicas de gestão ambiental motivou o surgimento de cursos superiores voltados para a formação desses profissionais, tais como os de Tecnólogo em gestão ambiental, de Engenharia Ambiental, Bacharelado em Gestão Ambiental[1][2] e Tecnologia do Meio Ambiente; além de Especializações em Gestão Ambiental.
Constituição Federal - Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
A gestãoambiental (GA) é uma prática muito recente, que vem ganhando espaço nas instituições públicas e privadas. Através dela é possível a mobilização das organizações para se adequar à promoção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Seu objetivo é a busca de melhoria constante dos produtos, serviços e ambiente de trabalho, em toda organização, levando-se em conta o fator ambiental. Atualmente ela começa a ser encarada como um assunto estratégico, porque além de estimular a qualidade ambiental também possibilita a redução de custos diretos (redução de desperdícios com água, energia e matérias-primas) e indiretos (por exemplo, indenizações por danos ambientais).
Os termos administração, gestão do meio ambiente, ou simplesmente gestãoambiental serão aqui entendidos como as diretrizes e as atividades administrativas e operacionais, tais como, planejamento, direção, controle, alocação de recursos e outras realizadas com oobjetivo de obter efeitos positivos sobre o meio ambiente, quer reduzindoou eliminandoos danos ou problemas causados pelas ações humanas, quer evitandoque eles surjam. (BARBIERI, José Carlos. GESTÃOAMBIENTAL EMPRESARIAL Conceitos Modelos e Instrumentos).
Profissões ambientais (ligadas a área de gestão ambiental)
Nesse setor você encontrará algumas profissões ligadas ao meio ambiente.
O intuito destas informações é colaborar com os interessados em trabalhar na área ambiental e conseqüentemente colaborar com a preservação do meio ambiente.
Advogado Ambiental: podendo advogar tanto na defesa de supostos transgressores das leis ambientais, bem como fornecer assessoria para a prevenção de futuras punições;
Auditor Ambiental: realiza a avaliação das medidas exigidas concernentes à preservação do meio ambiente, para a obtenção das certificações ambientais, como por exemplo da série ISO 14.000;
Biólogo: dentre as inúmeras atividades que podem ser exercidas por um biólogo, ressaltam-se levantamento de fauna e flora, elaboração de EIA-RIMA, consultoria para reservas naturais, responder tecnicamente em projetos e programas sobre assuntos afetos à sua área de formação técnica etc.;
Cientista Ambiental: possui o conhecimento genérico da ciência, propondo medidas que visem a melhoria da qualidade de vida;
Consultor Ambiental: prepara os relatórios referentes ao impacto ambiental, estabelecendo certos parâmetros como o ruído, contaminação de solo etc.;
Contador Ambiental: contabiliza os benefícios e malefícios que determinado produto poderá trazer ao meio ambiente;
Ecólogo: possui inúmeras funções, destacando-se a busca de modos para a diminuição do impacto ambiental, utilização correta dos recursos naturais etc.
Educador Ambiental: conscientiza crianças, empresas e a comunidade de um modo geral da necessidade de mudança de certos atos, para que se conserve e preserve o meio ambiente;
Engenharia Ambiental: fiscaliza e monitora as indústrias no sentido de preservação do meio ambiente;
Geógrafo: Ocupa-se principalmente de aspectos estratégicos no planejamento de políticas ambientais ou de trabalhos de campo e, por isso, deve ter uma formação ampla, abrangendo ciências da Terra e Humanas. Como estrategista e organizador, seu instrumento mais importante é a cartografia. Mapas tanto são utilizados como construídos por este profissional, que registra neles os resultados de seu trabalho;
Geólogo: pesquisas para a proteção e planejamento, envolvendo o meio da superfície terrestre; físico;
Gestor Ambiental: supervisiona ou administra os setores ou departamentos de meio ambiente das empresas. É conhecido também como gerente de meio ambiente;
Monitor de ecoturismo: trabalha como guia de turistas, explicando sobre os animais, reservas etc.;
Químico Ambiental: realiza levantamento dos aspectos físico-químicos do meio ambiente, podendo trabalhar elaborando EIA-RIMA, consultorias em geral e monitoramento ambiental em orgãos governamentais.
Atuação de Gestão Ambiental
A área de conhecimento e trabalho intitulada Gestão Ambiental vem causando muita confusão entre os especialistas em meio ambiente. A dúvida se inicia com a pergunta, mas afinal o que é Gestão Ambiental?
Para responder esta difícil pergunta, antes de tudo deve ser esclarecido que a Gestão Ambiental possui caráter multidisciplinar, profissionais dos mais diversos campos podem atuar na área, desde que devidamente habilitados.
Antigamente existia uma divisão nítida entre os defensores da natureza (ditos ecologistas) e os que pregavam a exploração irrestrita dos recursos naturais. Com o advento do termo desenvolvimento sustentável tornou-se necessária a formação de pessoas com um diferente perfil, profissionais que agregassem a visão ambientalista à exploração racional dos recursos naturais, aí surgiram os gestores ambientais.
A Gestão Ambiental visa ordenar as atividades humanas para que estas originem o menor impacto possível sobre o meio. Esta organização vai desde a escolha das melhores técnicas até o cumprimento da legislação e a alocação correta de recursos humanos e financeiros.
O que deve ficar claro é que gerir ou gerenciar significa saber manejar as ferramentas existentes da melhor forma possível e não necessariamente desenvolver a técnica ou a pesquisa ambiental em si. Pode estar aí o foco da confusão de conceitos entre a enorme gama de profissionais em meio ambiente. Pois, muitos são parte das ferramentas de Gestão (ciências naturais, pesquisas ambientais, sistemas e outros), mas não desenvolvem esta como um todo, esta função pertence aos gestores ou gerentes ambientais que devem ter uma visão holística apurada.
Existe também outra discussão sobre o que é Gestão Ambiental e o que é Gerenciamento Ambiental, alguns defendem que a gestão é inerente à assuntos públicos (gestão de cidades, bacias, zonas costeiras, parques) e que gerenciamento refere-se ao meio privado (empresas, indústrias, fazendas e outros).
Esta diferença de significados, na verdade, não é importante, o que é realmente importante é promover a Gestão Ambiental em todos os seus aspectos.
Pode-se então concluir que a Gestão Ambiental é consequência natural da evolução do pensamento da humanidade em relação à utilização dos recursos naturais de um modo mais sábio, onde se deve retirar apenas o que pode ser reposto ou caso isto não seja possível, deve-se, no mínimo, recuperar a degradação ambiental causada.
Autoria: Giovana Baggio de Bruns - Engª Florestal, especialista em Gestão Ambiental através do European Master in Environmental Management, EAEME Kapodistrian University of Athens e Università degli Studi di Parma, Itália.
Sustentabilidade
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
ecologicamente correcto;
economicamente viável;
socialmente justo; e
culturalmente aceito.
Um exemplo real de comunidades humanas que praticam a sustentabilidade em todos níveis são as ecovilas.
Definição
Colocando em termos simples, a sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido. Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". Isso é muito parecido com a filosofia dos nativos dos Estados Unidos, que diziam que os seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas ações nos seus dependentes após sete gerações futuras.
O termo original foi "desenvolvimento sustentável," um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas hoje, referem-se ao termo "desenvolvimento sustentável" como um termo amplo pois implica desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. "Sustentabilidade", então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as atividades humanas.
Na economia, crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico real do valor da produção (descontada a inflação), sendo portanto relativamente constante e duradouro, assentado em bases consideradas estáveis e seguras.
Desenvolvimento econômico sustentável dito de outra maneira é aquele em que a renda real cresce pelo crescimento dos fatores produtivos reais da economia e não em termos nominais. Isso seria um crescimento insustentável porque se estaria apenas jogando dinheiro na economia gerando uma riqueza momentânea que os agentes econômicos ao notarem que não há em contrapartida produção equivalente a esse ganho de renda artificial ajustam seus preços o que causa por sua vez inflação.
A Gestão Sustentável é uma capacidade para dirigir o curso de uma empresa, comunidade, ou país, por vias que valorizam, recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro de modo a gerar valor ao Stakeholders (LUCRO). A Gestão de processos deve ser vista sempre como um processo evolutivo de trabalho e gestão e não somente como um projecto com inicio, meio e fim. Se não for conduzida com esta visão, a tendência de se tornar um modismo dentro da empresa ou do país e logo ser esquecida ao sinal de um primeiro tropeço é grande. Muitos esforços e investimentos têm sido gastos sem o retorno espectável.
Se pensarmos que 10% de tudo o que é extraído do planeta pela industria (em peso) é que se torna produto útil e que o restante é resíduo, torna-se urgente uma Gestão Sustentável que nos leve a um consumo sustentável, é urgente minimizar a utilização de recursos naturais e materiais tóxicos. O Desenvolvimento Sustentável não é ambientalismo nem apenas ambiente, mas sim um processo de equilíbrio entre os objectos económicos, financeiros, ambientais e sociais.
Meio Ambiente e Sustentabilidade como Elemento de Marketing
Já não é de hoje que o ser humano percebeu que o planeta encontra-se em transformação constante. Da mesma forma, ele percebeu que a sua própria existência pode acelerar ou diminuir a velocidade com a qual essas transformações se dão. Também há muito tempo, ele se deu conta de que as modificações planetárias estão atualmente fora de controle; provocando uma série de desastres ambientais e climáticos em todas as partes do globo terrestre. Pensando nisso, o ser humano compreendeu que para reverter ou desacelerar essas mudanças catastróficas; deveria agir de forma sustentável e garantir que todos os seus empreendimentos e ocupações, urbanas e rurais, levassem em conta práticas que garantissem a sustentabilidade ambiental onde quer que estejam inseridas.
Práticas de Sustentabilidade?
No entanto, para muitos espertalhões e aproveitadores de plantão, esse conhecimento e a adoção de práticas de sustentabilidade e de respeito ao meio ambiente passaram simplesmente a ser encaradas como uma moeda poderosa e um trunfo magnífico do marketing empresarial. Por isso mesmo, muitas empresas passaram a proclamar aos quatro cantos que seguiam práticas de sustentabilidade e respeitavam o meio ambiente. No entanto, na pura e simples prática, a realidade é bem outra.
A discussão do real papel que as empresas devem dar as práticas de sustentabilidade e a forma como encaram sua atuação e sua influência no meio ambiente que as cerca; devem ser postas a prova a cada momento. Sinais de que empresários inescrupulosos ou espertalhões querem apenas alardear práticas que não seguem, começam a serem notados e a serem punidos com o repúdio de suas marcas. Manchando de forma definitiva e grave a marca de suas empresas e empreendimentos.
Respeito ao Meio Ambiente
A sociedade deve estar apta e protegida para ser capaz de detectar, coibir e punir; coisas como essas. Uma empresa que passe a imagem de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, puramente, como elemento de marketing é tão perniciosa quanto a mais poluidora e destruidora atividade. Pois, além de prejudicar o meio ambiente, desacredita as empresas sérias que seguem os procedimentos e normas de sustentabilidade com sucesso e responsabilidade. Concorrendo de forma desleal com elas e destruindo completamente a cadeia “moral” de qualquer política de sustentabilidade que se deseje implantar em determinada comunidade ou centro produtivo.
Mas como detectar esses falsos e matreiros elementos? Muito simples: Pela participação popular. Pois, por mais bem feito que faça, uma empresa que não cumpre o que prega ou usa a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente apenas como atalho para estabelecer uma boa imagem de mercado e como ferramenta de marketing. Fatalmente cometerá erros que poderão ser detectados por elementos atentos e vigilantes da comunidade na qual ela está inserida. Essa participação fiscalizadora, além de facilmente obtida é muito eficiente e prática. Dando sempre bons resultados nessa área.
Não dá mais para compactuar com espertalhões e aproveitadores incapazes de entender que as boas práticas de sustentabilidade e de respeito ao meio ambiente devem ser seguidas por todos para assegurar que a humanidade continue existindo.
Sustentabilidade Ambiental com Consumo Verde
Por volta dos anos de 1990, um termo começou a ser muito mais freqüente na mídia e em todas as conversas sobre os problemas ambientais que começavam a ser muito mais seriamente sentidos em toda parte do planeta. Assim, a sustentabilidade ambiental começa a ser debatida com maior freqüência por cientistas e pessoas ligadas à preservação do meio ambiente e que percebem que o atual ritmo de degradação e consumo dos recursos ambientais acabará tornando inviável a permanência do homem sobre a face do planeta.
Com a criação de fóruns e a ampliação do debate, começa a surgir à figura do consumidor verde. Um grupo de pessoas que, mesmo não integrando essas entidades; pode perceber a importância de estabelecerem-se regras para um consumo mais responsável e sustentável. Dentro de uma doutrina quase voluntária, os consumidores verdes começam a influenciar a forma como as grandes empresas de setores historicamente poluentes fabricam e encaram a venda de seus produtos. Ações capazes de diminuir ou igualar os impactos ambientais causados pela produção desses produtos começam a ser exigidas por essa nova “onda” de consumidores conscientes como forma de justificar a venda e a compra desses produtos. Ficar ”de fora” representa estar “ao lado do mal”; e pode também significar perda desse mercado formado, em sua grande maioria, por pessoas de bom poder aquisitivo. Desta forma, o “consumo verde” acaba agindo como um organismo independente e não ligado a nenhuma entidade governamental; regulando o mercado.
Contudo, apesar de representar um começo, essa regulamentação do mercado feita pelo indivíduo e pelo “consumo verde”, não é capaz de reverter o processo de degradação e de dilapidação acelerada dos recursos naturais do planeta. Só ações em grande escala, bancadas por governos ou por entidades internacionais é que serão capazes de frear de forma consistente o atual ritmo da degradação ambiental que experimentamos hoje. Garantir a sustentabilidade ambiental hoje, passa pela soma de ações individuais e globais, tanto de pessoas engajadas em movimentos conservacionistas quanto na implementação de políticas internacionais para a criação da consciência ambiental em empresas e nas nações da terra.
Desta forma, temos na política de consumo sustentável e responsável uma forma efetiva de criação da consciência ambiental em empresas e como fonte de pressão constante para políticos e governantes em geral. Atuando como uma base importante na criação de normas cada vez mais rígidas que permitam a punição de abusos e a demarcação clara de limites e parâmetros a serem seguidos na exploração de recursos naturais. E nisso consiste o principal desafio para garantir a sustentabilidade ambiental. Pois mudar a visão governamental e garantir a implementação dessas políticas que possibilitarão a redução de forma objetiva dos abusos e das ameaças a aplicação da sustentabilidade ambiental; é uma tarefa lenta e trabalhosa. Que deve vencer a resistência de inúmeros setores produtivos e de políticos que os representam.
Formar esse novo paradigma e essa nova consciência e o desafio a ser vencido pelas gerações atuais e pelas próximas. Sem que o sucesso chegue para coroar essa meta ambiciosa, o prognóstico para a vida em nosso planeta é sombrio.