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Artigos Científicos

 

FAUNA MEDICINAL DE VERTEBRADOS

PEREIRA, Luciany Nery 1, SALES, Júlia Alcântara1, SOUZA, Jucinéia Góes1

 

SANTANA, Iramaia2

 

 

 

1 – Alunas do Curso de Ciências Biológicas da UNEB – Campus II

2 – Professora  mestranda da Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Ciências Exatas e da Terra, UNEB – Campus II.

 

 

 


RESUMO

 

        Os animais constituem um grupo de grande importância econômica, visto que são muito utilizados de diversas formas, desde a alimentação até o uso mais primário como tração para veículos, além do uso secular na fabricação de remédios realizado pela medicina popular.

        Este trabalho teve como objetivo ampliar os conhecimentos sobre a utilização de animais  medicina popular (zooterapia), bem como a sua incidência nas cidades de Alagoinhas, Olindina e Salvador. Para isso, foram estruturadas entrevistas, juntamente com a aplicação de questionários, nestas localidades.

        Dentre os animais citados, o que obteve maior incidência foi o cavalo-marinho ( Hippocampus spp.), utilizado em larga escala na cidade de Salvador, para combater a asma e a impotência sexual. Em seguida, os animais que obtiveram maiores citações foram o jacaré, o cágado, a tartaruga e a cascavel, de uso comum nas três localidades, utilizados, respectivamente, para combater derrame, asma e dores no corpo; bronquite e dores no corpo; asma e espantar meu olhado.

        Os resultados deste trabalho indicam a utilização de 16 etnoespécies distintas de animais vertebrados, utilizados como recursos faunísticos para a obtenção de remédios caseiros. As etnoespécies citadas serviam como matéria-prima para a produção de medicamentos utilizados no tratamento de 19 tipos de enfermidades, destacando-se o reumatismo, derrame, asma e dores no corpo.

        Assim, conclui-se que a utilização de animais na fabricação de medicamentos caseiros ainda se faz presente na atualidade, principalmente devido aos constantes aumentos nos preços dos remédios farmacêuticos.

 

 

PALAVRAS-CHAVE : Vertebrados, Fauna medicinal, Zooterapia, Bahia.

 

 

 

 

 

 

ABSTRACT

 

The animals constite a assemblage of grand importance economy, as are a lot secondhand of various forms, from the aliment actually the appliance more primary like drawing bound for veycles, outside of appliance age-long at the concoction of drugs realized by the medical science all the go..

        East ado bear like objective amplify the background upon the use of animals  medical science all the go (zooterapy), and the her noumenon at the burgs of Alagoinhas, Olindina and Salvador. Bound for it, were strutures interview, along the appliance of questionary, this localits.

        Of the animals dictation, that get bigger noumenon was the sea horse ( Hippocampus spp.), secondhand in big gamut at the burg of Salvador, bound for contest the asthma and the impotence sexual. After, the animals but get greatest citations were the alligator, the tortoise, the tortoise and the rattle snake, of appliance conventional at the three locality, secondhand, respectivly, bound for contest derrame, asthma and dolor at the body; bronchitis and dolor at the body; asthma and to astonish my see.

        The results this ado indicate the use of 16 etnospécies distints of vertebrates animals, secondhand like facilities faunísticos bound for the arrival of drugs dishabille. The etnospécies dictation accommodate like paper stock bound for the bearing of drugs secondhand at the nursing of 19 typs of diseases, ranking the rheumatism, derrame, asthma and dolor at the body.

        Accordingly, conclude but the use of animals at the concoction of drugs dishabille and if does actual at the nowadays, chiefly due by continuous augmentation at the price of the remedial of the pharmacy.

 

KEY - WORDS: Vertebrate, Fauna Medicinal, Zooterapy, Bahia

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

        A medicina popular é utilizada no Brasil desde tempos remotos, onde sofreu influências de povos indígenas, africanos e portugueses, através das figuras dos pajés, curandeiros e rezadores comuns desta época (Freire, 1996). Estes indivíduos considerados “ curadores ”, dispunham de conhecimentos a respeito de plantas e animais utilizados na cura de doenças e, sendo assim, “ fabricavam ” diversos tipos de remédios, de acordo com a necessidade de cada pessoa que solicitasse ajuda.

        Com o passar do tempo, essas tradições foram cada vez mais sendo utilizadas e transmitidas de geração em geração e o uso de recursos faunísticos, bem como da flora, na medicina caseira ainda se faz presente, embora administrados de maneiras diferentes daquelas antigas.

        Concomitantemente ao surgimento e aperfeiçoamento da indústria farmacêutica, a medicina popular sofreu um declínio em relação à sua importância na cura de enfermidades. Apesar da cura através de animais possuir um baixo custo e, portanto, ser mais acessível à população, foram produzidas drogas sintéticas em maiores quantidades, que passaram a complementar ou mesmo substituir esses remédios elaborados diretamente da fauna. (Mallmann,  1996 ) Sendo assim, houve uma diminuição das informações sobre esses costumes e os conhecimentos foram, muitas vezes, perdidos e, portanto, não sendo transmitidos para posteriores gerações. 

        Porém, atualmente percebe-se que esses medicamentos voltaram a ganhar terreno, principalmente entre as populações urbanas, tornando-se um assunto bastante divulgado nos meios de comunicação. A sociedade moderna faz uso destes medicamentos, desde que o princípio ativo dos mesmos seja comprovado cientificamente, através de pesquisas divulgadas constantemente nos diversos meios de comunicação.

        O Brasil possui uma alta diversidade biológica, sendo considerado o mais rico entre os países da megabiodiversidade, apresentando a maior riqueza de espécies de peixes de água doce e mamíferos do mundo e tem a segunda maior diversidade de anfíbios, terceira de aves e quinta de répteis ( Sabino, 2000 ).

        Ainda segundo Sabino (2000), o grau de endemismo dos vertebrados brasileiros também é um dos maiores do mundo. Para os anfíbios, cerca de 60 % das espécies registradas no Brasil não ocorrem em nenhum outro país. Para as demais classes, o percentual de espécies varia entre 10% e 37 % e na classificação geral o Brasil é o sexto país em endemismo de vertebrados.

        Diante da importância da zooterapia e do número de informações disponíveis sobre a utilização desses animais na cura de doenças, este estudo foi realizado, com o intuito de ampliar o conhecimento sobre esse aspecto da cultura popular brasileira. Objetiva-se, também,  identificar, com base nas práticas da medicina popular, o uso de animais vertebrados para esta finalidade, nas localidades de estudo, bem como elaborar uma síntese sobre o tema, com base nas informações adquiridas através de testemunhos e depoimentos de pessoas que obtiveram êxito no uso desses medicamentos advindos da fauna, para a cura de enfermidades.

 

METODOLOGIA

 

        O estudo foi conduzido na Central de Abastecimento da cidade de Alagoinhas, no Culto de Candomblé de Olindina e na Feira de São Joaquim em Salvador, localizados no estado da Bahia, entre os dias 1º e 15 de julho de 2003.

        Foram realizadas 15 entrevistas, sendo 10 com donos de barracas, 4 com fregueses presentes nos locais no momento da entrevista e uma com um “Pai de Santo”. Também foram registrados depoimentos de pessoas que utilizavam ou vendiam remédios extraídos de animais vertebrados, na cura de enfermidades e, segundo estas, obtiveram êxito.

        Foi aplicado um questionário estruturado (Quadro 01) para os entrevistados, o qual versou sobre os meios de coleta da matéria prima necessária para a fabricação dos remédios, forma de uso e enfermidade alvo dos mesmos, visando a cura de doenças.

 

Quadro 01 – Questionário sobre a utilização de recursos faunísticos na cura de doenças.

 MATÉRIA -PRIMA

1- Que animais utiliza (para a venda ou consumo) como remédio ?

2- No caso de venda, como adquire a matéria-prima necessária para a fabricação do remédio ?

 MEDICAMENTOS

1- Quais os métodos utilizados no preparo dos remédios ?

2- Para que servem esses remédios ?

3- Qual o mais utilizado?

4- Que parte de cada animal é a mais utilizada ?

5- A procura por estes remédios continua a mesma de 10 anos atrás ?

6- Por que você acha que essa procura mudou ?

7- Qual o preço de cada remédio ?

SOBRE O PERFIL SOCIAL DOS USUÁRIOS E VENDEDORES

1- Há quanto tempo vende ou consome esses medicamentos ?

2- Você e sua família utilizam esses remédios ?

3- Quantas pessoas da família vivem desse tipo de atividade que você exerce?

4- Qual a sua idade ?

5- Como aprendeu a fabricar esses remédios?

 

 

RESULTADOS  E DISCUSSÃO

 

        No total, foram entrevistadas 15 pessoas, distribuídas entre as três cidades em estudo, sendo que 5 destas residiam em Alagoinhas, 2 em Olindina e 8 em Salvador.

        A tabela 01 mostra as etnoespécies citadas, juntamente com seus respectivos usos e nomes científicos e a figura 01 demonstra a porcentagem correspondente para cada etnotaxon indicado pelos entrevistados.

 

Tabela 01 – Etnoespécies utilizadas na medicina popular em Alagoinhas, Salvador e Olindina.        

 

ETNOESPÉCIE

TAXONOMIA

CITAÇÕES

PARTE UTILIZADA

USO

Boi

Bos sp.

2

Chifre

Cólicas e dores no ventre

Catenga (lagartixa)

Tropidurus sp.

3

Animal inteiro ou a gordura

Dor na garganta e feridas

Cágado

Mauremys sp.

4

Animal inteiro, gordura ou casco

Bronquite, dores no corpo, asma

Camaleão

Iguana iguana

3

Banha (gordura)

Dores no corpo e inchaço

Carneiro

-

2

Sebo (gordura)

Amolecer as juntas

Cascavel

Crotalus durissus

4

Chocalho

Asma e mau-olhado

Cavalo-marinho

Hippocampus spp.

7

Animal inteiro

Asma e impotência sexual

Jacaré

 

5

Couro e banha (gordura)

Derrame, asma, feridas e dor de dente

Jibóia

Boa Constrictor

1

Banha (gordura)

Reumatismo e cicatrização

Pata

-

1

Ovo

Fortificante e afrodisíaco

Porco - espinho

Eurinaceus europaeus

3

Espinho

Asma

Quati

Nasua nasua

1

Pênis

Fortificante e afrodisíaco

Tartaruga

-

4

Casco

Asma e derrame

Teiú ou Tejo

Tupinambis teguixim

2

Cabeça e banha (gordura)

Reumatismo, inflamação e cansaço

Urubu

Coragyps sp.

3

Pena

Derrame  

Veado

Mazana sp.

1

Chifre

Derrame

 


 


Fig. 01 – Percentual de citações de vertebrados medicinalmente utilizados pelos entrevistados.

 

        Os dados obtidos (Tab. 01) revelaram, na utilização dos recursos faunísticos destas localidades, 46 citações de vertebrados, correspondentes a 16 espécies distintas. As espécies citadas estão representadas por quatro classes distintas; dos peixes, representadas pelo cavalo-marinho ( Ordem Signathiform ); dos répteis, tendo como representantes o cágado e a tartaruga ( Ordem Quelônia ), camaleão, cascavel, jibóia, Teiú e Catenga ( Ordem Squamata ), jacaré ( ordem Crocodyla ); das aves, representada pela pata ( ordem Anseryform ) e urubu ( Ordem Falconiform ); dos mamíferos, representada pelo boi, carneiro, porco-espinho, quati e veado. Com isso, foram obtidas matérias-primas referentes à fabricação de remédios  utilizados no tratamento de 19 tipos de enfermidades.

 A maioria adquiria os animais, utilizados para a venda ou consumo próprio, efetuando a compra da matéria-prima ( no caso dos vendedores) ou da compra do remédio já pronto, referindo-se aos consumidores.

 As principais doenças citadas podem ser relacionadas a seguir :   derrame, asma, dores no corpo, reumatismo, impotência sexual e feridas no corpo (Tab. 01). Aqueles que expuseram sua opinião sobre a quantidade de pessoas que utilizam esses remédios, revelaram que houve um aumento na procura destes nos últimos dez anos, devido a alguns fatores. Dentre eles, foram considerados como principais a descrença relativa aos remédios farmacêuticos, aumento do número de pessoas doentes, mau atendimento dos médicos para com seus pacientes e, em destaque, os baixos preços dos produtos, que tornam os remédios mais acessíveis à população (Tab. 02).

Segundo uma pesquisa realizada pelo CRF-Df (Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal) e pelo IDUM (Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos), remédios controlados pelo governo tiveram aumento de até 85,21 %. (Sassarrão, 2003). Somado à isto, um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, divulgado em maio de 2003, revelou que os preços dos remédios nas farmácias brasileiras, pode ser até 81 vezes mais caro que o cobrado em uma licitação nacional, o que ajuda a explicar por que somente 50 milhões de brasileiros tenham recursos para comprar remédios. (O Estado de São Paulo, 2003).

Dos animais citados, o que obteve maior incidência foi o cavalo marinho, com cerca de 15,21 %, utilizado em larga escala em Salvador/Ba, para combater a asma e a impotência sexual. Em seguida, os que obtiveram maiores citações foram o jacaré, cágado, tartaruga e cascavel, de uso comum nas três localidades estudadas (Fig. 01).

Apesar do uso do cavalo-marinho, na fabricação de remédios caseiros, possuir efeitos positivos, deve-se levar em consideração a possível extinção do mesmo. Segundo a WWF-Brasil, o cavalo-marinho tornou-se uma espécie ameaçada de extinção principalmente devido à pesca incontrolada. É utilizado por sua forma e sua rara figura. Também é capturado para a produção de remédios caseiros tradicionais e para a exibição em aquários. Hoje, seu habitat é um dos mais ameaçados e acredita-se que a sua população mundial foi reduzida em mais de 50 %.     (WWF-Brasil, 2003).

        Dentre os entrevistados, observou-se que apenas 27 % possuíam idade entre 25 e 40 anos e o restante com idade entre 41 e 60 anos, onde vendiam ou consumiam os produtos a mais de 15 anos. Segundo os entrevistados, as pessoas mais idosas conservavam, de forma mais marcante, as antigas tradições da medicina popular, transmitidas ao longo das gerações.

        Os vendedores, bem como os consumidores, afirmaram que tanto eles consumiam esses produtos, como também toda a sua família, para curar ou amenizar diversas doenças, sendo que somente eles dependiam dessa atividade para sobreviver financeiramente.

        Os entrevistados informaram que aprendem a fabricar esses remédios através dos ensinamentos das pessoas idosas, principalmente os pais, avós e curandeiros. Eles afirmam que essas informações ainda são passadas de geração em geração, embora necessitem manter sigilo sobre o assunto, para garantir a conservação da tradição e a eficácia dos remédios (Tab. 02).

 

Tabela 02 - Matéria-prima necessária para a fabricação dos remédios caseiros e seus respectivos valores.           

MATÉRIA PRIMA

APLICAÇÃO

PREÇOS ( R$ )

Animal inteiro ou a gordura de lagartixa

Infusão

1,00

Animal inteiro ou casco de cágado

Chá

1,00

Banha (gordura) de camaleão

Fricção da banha no local afetado

1,00

Banha (gordura) de jibóia

Fricção da banha no local afetado

3,00

Cabeça ou banha (gordura) de teiú

Chá ou Fricção da banha no local

3,00

Casco de tartaruga

Chá

4,00

Cavalo-marinho ( inteiro )

Chá

Entre 0,60 e 1,00

Chocalho de cascavel

Chá ou como amuleto

4,50

Couro e banha (gordura) de jacaré

Chá ou Fricção da banha no local

Entre 3,00 e 4,00

Espinho de porco-espinho

Chá

1,00

Ovo de pata

Gemada

0,30

Pena de urubu

Defumador

0,50

Pênis do quati

Garrafada

25,00

Raspa de chifre de boi

Junto com chá ou café ou leite

0,50

Raspa de chifre de veado

Defumador

1,00

Sebo (gordura) de carneiro

Fricção da banha no local afetado

3,00

 

        Os resultados, associados às literaturas consultadas, demonstram semelhanças a respeito dos vertebrados utilizados como matérias-primas na fabricação de remédios caseiros e seu uso científico como medicamento.

        Lages Filho (1934), ao estudar a medicina popular de Alagoas, refere-se que o uso do chá e da banha de couro de jacaré serve para combater a asma e o reumatismo, respectivamente. O autor também cita que, para curar dores na garganta, utiliza-se o gargarejo da infusão de lagartixa. Magalhães (1966) afirma que o chá do casco de cágado também serve para asma. Ambos os resultados coincidem com os citados pelos entrevistados neste trabalho.

        Em seus estudos na região norte do Brasil, Figueiredo (1988) concluiu que a banha de jibóia é útil para combater o reumatismo, bem como o guizo da cascavel é usado como amuleto para espantar mau-olhado, semelhante às respostas obtidas nesse estudo.

        Pinto (1956) refere-se à utilização da banha do teiú ou tejo para combater o reumatismo ou “ dor nas juntas ” , sendo igualmente citado nessa pesquisa.

        De acordo com o referencial bibliográfico, são primeiros registros, o uso medicinal dos seguintes animais: o chifre do boi, para combater cólicas e vermes; sebo de carneiro para reumatismo; cavalo-marinho e porco espinho como amenizadores da asma; ovos de pata e pênis de quati como fortificantes e bons para curar impotência sexual; defumador de  pena de urubu, também de chifre de veado e chá do casco de tartaruga  para combater derrame.

 

 

CONCLUSÃO

 

De acordo com os dados obtidos nesse estudo, foi possível concluir que a utilização dos recursos faunísticos, na fabricação de remédios caseiros, ainda se faz presente na atualidade. Um dos fatores que interferem nesse resultado, segundo os vendedores e consumidores entrevistados,  é o constante aumento dos remédios farmacêuticos nos últimos anos.

A cura através dos animais é muito importante, visto que, além de possuir baixos custos e, portanto, ser mais acessível à população, também dispensa todo um complexo médico-hospitalar e, principalmente, baseia-se numa vasta riqueza de recursos faunísticos oferecida pelo país. Aliado a isso, a comprovação científica da eficácia de alguns desses remédios caseiros, atualmente bastante divulgados, geram a confiança na utilização destes.

O resgate desse conhecimentos populares pode se tornar muito útil no meio acadêmico, a partir do momento em que elaboram hipóteses que, mais tarde, possam ser comprovados e, posteriormente, venham permitir o desenvolvimento de novos medicamentos.

 Deve-se, ainda, ressaltar a importância da realização de estudos sobre o referido tema, visto que, atualmente, novas doenças emergem ou ressurgem e que os recursos zooterápicos podem oferecer grandes contribuições nesses aspectos, desde que haja investimento nos estudos que referentes à esta área.

 

AGRADECIMENTOS

 

Ao biólogo Edris Queiroz, Prof. Mst. Biólogo/Diretor do IBIMM- Instituto de Biologia Marinha e Mergulho em São Paulo e a Júlio Rocha, Gerente executivo do IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, por indicarem referências bibliográficas necessárias para o desenvolvimento deste trabalho.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

FREIRE, F. C. J. Répteis utilizados na medicina popular do estado de Alagoas. UFAL.

       1996. Monografia (Especialização em Zoologia) – Centro de Ciências Biológicas.

 

FIGUEIREDO, N. Los bichos que curam. Los animales y la medicina popular em Belém

      do Pará. 1988. P. 135 – 150.

 

LAGES-FILHO, A. A medicina popular em Alagoas. Separata dos Arquivos Nina

      Rodrigues – Salvador/BA, V. 3, n.l-2, 27p., 1934

 

MAGALHÃES, J. Medicina Folclórica. Ceará. Imprensa Universitária do Ceará. 1966.

      246p.

 

MALLMANN, Maria Luzenita Wagner. A Farmacopéia do Mar: invertebrados Marinhos de Interesse Médico e a Etnomedicina Alagoana. Maceió. 1996.

 

PINTO, E. Etnologia brasileira. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 1956, V. 285,

     305p.

 

SABINO, J., PRADO, P.I. Perfil do conhecimento da diversidade de vertebrados do

     Brasil. 2000. Relatório. Ministério do Meio Ambiente.

 

SASSARRÃO, Rose. Pesquisa Constata Aumento de até 85% no Preço dos Remédios. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 de ago. 2003. Disponível em: <folhaonline.com.br>. Acesso em 18 ago. 2003.

 

WWF-BRASIL. Ao Resgate do Cavalo Marinho. (FVSA / Radio WWF) . Disponível em: < www.wwf.org.br >. Acessado em 18 de ago. 2003.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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